Tendo em vista a recente veiculação na mídia sobre os casos de Influenza Humana – Gripe Suína – ocorridos no México, Canadá, Estados Unidos e alguns países da Europa, o Clube Aliança traz informações importantes sobre a doença como os sintomas mais frequentes, o diagnóstico, os medicamentos utilizados para tratamento, vacina etc.
A doença
O vírus H1N1 é uma versão que afeta normalmente só os porcos, mas que parece ter sofrido uma mutação que a tornou capaz de atingir os seres humanos que tiveram contato com os porcos. Evidências mais recentes indicam que essa nova versão do vírus pode se espalhar também de pessoa a pessoa e não somente de animais para pessoas.
Contaminação
As pessoas, quase sempre, são infectadas pelo contato com porcos. Mas em alguns casos não há histórico de contato nem com porcos nem com ambientes em que esses animais tenham estado - em fazendas ou feiras agropecuárias, por exemplo. Os registros de transmissão da doença entre humanos são limitados a contato muito próximo em grupos de convivência.
Sintomas
Os sintomas são muito parecidos com os da gripe comum: febre repentina (mais de 38°), dores musculares, cansaço, falta de apetite, tosse, congestionamento nasal, diarréia e vômitos.
Imunização
Não existe vacina eficaz contra o H1N1. A vacina da gripe que é disponibilizada anualmente no Brasil e em outros países protege apenas contra outras formas do vírus influenza, não tendo nenhuma eficácia contra o vírus da gripe suína.
Diagnóstico
Da mesma forma que numa gripe comum, o diagnóstico parte do exame clínico completo e, quando observados os sintomas (febre, dores pelo corpo, cansaço e tosse), recolhe-se material para análise, normalmente o muco expelido pelo nariz e boca. Esse material é analisado em laboratório para identificar a presença do vírus.
Tratamento
A gripe suína tem cura, e maioria das pessoas infectadas se cura totalmente, sem sequelas. Existem medicamentos antivirais específicos para o vírus influenza – o Tamiflu® (nome genérico: Oseltamivir) e o Relenza® (nome genérico: Zanamivir). Esses dois medicamentos parecem ser eficazes também no caso do influenza suíno, mas devem ser tomados nas primeiras 48 a 72 horas e apenas sob rigorosa supervisão médica, pois apresentam efeitos colaterais perigosos. Esses medicamentos só são eficazes no tratamento do vírus já instalado no organismo, não exercem nenhuma função se tomados preventivamente por quem ainda não teve contato com o vírus.
Medidas preventivas para países e/ou áreas de risco
- usar máscaras sanitárias;
- não apertar a mão nem beijar ao cumprimentar uma pessoa;
- não compartilhar alimentos;
- arejar casas e escritórios, permitindo a entrada de luz solar; e
- manter limpos banheiros, cozinhas e artigos de uso comum, como telefones, brinquedos etc.
O Brasil ainda não é uma área de risco. Nenhum caso de gripe suína foi identificado ainda em território brasileiro. Por precaução e proteção da saúde da população brasileira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já intensificou as ações de vigilância em saúde e controle sanitário nos pontos de entrada do Brasil.
Para mais informações, acesse o site da Anvisa:
www.anvisa.gov.br