Lombalgia caracteriza-se por dores, agudas ou crônicas, da coluna lombar. Atinge cerca de 80% da população adulta em algum momento de sua vida. Entre os distúrbios dolorosos mais freqüentes nos seres humanos, a lombalgia perde apenas para a cefaléia. É a principal causa de licença médica do trabalhador (absenteísmo ao trabalho) na faixa etária produtiva e cerca de 5% das crianças terão pelo menos um episódio.
A lombalgia não é uma doença e sim um sintoma. Já foram enumeradas 50 de suas causas. Na maioria dos casos, os especialistas têm dificuldade em identificar qual a estrutura da coluna responsável pelos sintomas. Em cerca de 1,5% desses casos, a dor se irradia para as pernas, devido à compreensão de uma ou mais raízes nervosas no nível da espinha – situação denominada “ciática”.
A boa notícia é que mais da metade dos casos de dor lombar aguda se cura ou melhora com simples medidas e, às vezes, pela própria natureza, após duração de 2 a 6 semanas. Cerca de 80% recuperam-se e retornam às suas atividades rotineiras.
A dor lombar pode tornar-se crônica em indivíduos que reagem ao estresse de qualquer natureza, com manifestações de dor lombar ou com o agravamento de processos existentes, com duração igual ou maior do que seis meses. Nesses casos, fatores psicossociais (como depressão, ansiedade, abuso de drogas, falta de condicionamento físico e problemas familiares) são importantes.